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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O verdadeiro formato do Sol

sol
     Nosso planeta é esférico com algum achatamento, só que ele é um planeta composto por substancias solidas, já o Sol é composto 81% de hidrogênio, 18% de hélio e 1% de outros elementos, até pouco tempo atrás se imaginava então que o sol tinha um formato extremamente instável e aleatório, porem, recentemente novas descobertas foram feitas!

     Uma bola de aparência incandescente que ilumina os dias, o Sol de fato é o objeto natural mais redondo medido pela ciência. Mas não é na verdade tão esférico quanto parece, conforme vêm mostrando astrônomos. Ele é achatado e menos mutável do que se imaginava, de acordo com artigo publicado no site daScience. “Tivemos acesso a um grande volume de dados que nos renderam medições mais precisas do que as anteriores”, explica o astrônomo Marcelo Emilio, do Observatório Astronômico da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paraná. Mais do que uma curiosidade sobre a esfera celeste, o formato afeta a órbita dos planetas que gravitam em torno dele.

sol 4
     O equipamento, a bordo do satélite da agência espacial norte-americana (Nasa) lançado no início de 2010 e batizado como Observador Dinâmico Solar (SDO), capta uma imagem do astro a cada 4 segundos. Além disso, para obter as medidas de achatamento é preciso fazer com que o satélite gire 360° sobre si mesmo, captando imagens solares durante essa rotação. O grupo de Emilio, que inclui pesquisadores da Universidade Stanford, na Califórnia, e da Universidade do Havaí, pôde fazer essa manobra de seis em seis meses. A partir dessas imagens, Emilio considera ter chegado a uma definição do formato do Sol mais precisa do que estava disponível até agora – refinando inclusive trabalho dele próprio publicado em 1997 a partir de dados gerados por outro equipamento da Nasa, o Observatório Solar e Heliosférico (Soho). Tão precisa que detecta um achatamento muito sutil: se o sol fosse uma bola de um metro de diâmetro, seu diâmetro equatorial seria apenas 17 milionésimos do metro maior que o diâmetro polar Norte-Sul. “A grande massa do Sol tende a fazer com que fique redondo, contrariando o achatamento causado pela rotação”, explica o astrônomo.

     Para analisar o interior do Sol, as únicas maneiras são estudar os neutrinos – partículas que são lançadas de lá e em 8 minutos chegam à Terra e a atravessam quase como se ela não existisse, explica Emilio – ou as ondas sísmicas que se propagam como terremotos pelas camadas do Sol, por isso conhecidos como heliomotos. “Agora medimos a parte visível por inteiro”, afirma o pesquisador, que em trabalho anterior estimou o diâmetro do astro em 1.392.684 quilômetros.

sol 2     A natureza gasosa do Sol torna sua rotação muito mais complexa que a da Terra, um planeta rochoso. “Não é um corpo rígido, seu equador gira mais depressa que os polos”, detalha. Por isso, trabalhos anteriores postularam que o formato externo varia a cada ciclo solar, que dura 11 anos. Para Emilio e seus colegas, porém, o formato mais simples do Sol – quando se considera os dois polos e o equador – é fixo. Medições posteriores ainda devem definir se há variação em aspectos mais detalhados dessa estrutura geométrica.

     O astrônomo do Paraná estima que as novas medições devem ser bem recebidas pela comunidade especializada, apesar de contradizer hipóteses anteriores, devido ao volume de dados que englobam. Mas não é o fim da história: “Agora o pessoal da teoria vai refinar os modelos existentes”, prevê, se referindo a modelos matemáticos que congregam características como composição química, densidade e tamanho. À medida que mais informações são incorporadas, os pesquisadores alteram os parâmetros do modelo até chegar a um encaixe satisfatório entre teoria e observação. No que diz respeito à publicação, a discussão pode começar depressa: apenas uma semana se passou entre o artigo ser aceito pela Science e publicado em seu site na rubrica ScienceXpress, que disponibiliza publicações antes que saiam na revista impressa.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cientistas anunciam "sólidas evidências" da “partícula de Deus”


Cientistas anunciam "sólidas evidências" da “partícula de Deus” Denis Balibouse/AFPCientistas fizeram um pacto de silêncio e só revelaram descoberta nesta quarta

Os cientistas — entre os quais, dezenas de brasileiros — fizeram um pacto de silêncio e só divulgaram as revelações às 4h desta quarta-feira, horário de Brasília.

— Este é um resultado preliminar, mas nós achamos que é muito forte e muito sólido — afirmou Joe Incandela, porta-voz do Cern, na conferência.

A partícula batizada pelo britânico Peter Higgs em 1964 nunca teve a existência comprovada. Na prática, porém, a física não consegue encontrar outra explicação para completar o chamado Modelo Padrão.

A teoria

Segundo essa teoria, desenvolvida a partir de estudos e descobertas ao longo do século passado que descrevem as partículas e forças envolvidas na estrutura da matéria, tudo que é visível no Universo é composto por 12 partículas subatômicas fundamentais, que não podem ser divididas em partes menores. Mas o modelo é incompleto, pois não explica por que a matéria tem massa.

O bóson de Higgs seria a misteriosa 13ª partícula que daria massa à matéria – e comprovaria a ocorrência do Big Bang, a grande explosão que teria dado origem ao Universo. Por isso, a corrida pela chamada “partícula de Deus” tornou-se um dos grandes desafios da física contemporânea.

Em dezembro de 2011, as experiências com o maior e mais potente acelerador de partículas do mundo – o LHC, do CERN –, na fronteira entre a França e a Suíça, apresentaram “provocadores indícios” de que a partícula estaria escondida em uma estreita faixa de massa.
Os cientistas — entre os quais, dezenas de brasileiros — fizeram um pacto de silêncio e só divulgaram as revelações às 4h desta quarta-feira, horário de Brasília.
— Este é um resultado preliminar, mas nós achamos que é muito forte e muito sólido — afirmou Joe Incandela, porta-voz do Cern, na conferência.


Fonte: ClicRBS

terça-feira, 26 de junho de 2012

Quanto tempo tem o tempo?

Você sabe quanto tempo tem o tempo?


Bom doidinhos, segue abaixo um vídeo bem bacana, explicando a história do Tempo.
Esse vídeo é a gravação de uma palestra da professora Daniela Pavani, do Instituto de Física da UFRGS, onde ela mostra as diversas maneiras que o homem utilizou através dos séculos para tentar contar e controlar a passagem do tempo.
A palestra ocorreu na Livraria Cultura, 16/05/2012.
Espero que gostem.
:)



PS: Dica do Blog do Prof. Magnus Machado

terça-feira, 3 de abril de 2012

Nasa registra aurora boreal vista do espaço

Nasa registra aurora boreal vista do espaço Nasa/Divulgação
Foto: Nasa / Divulgação
Astronautas da Estação de Espaço Internacional da Nasa registraram uma aurora boreal vista do espaço. A fotografia foi realizada em 28 de março e divulgada nesta terça-feira pela agência.

A imagem mostra três tipos de iluminação: a artificial noturna, em tom alaranjado, de cidades da Irlanda e da Grã-Bretanha, a esbranquiçada do Sol no amanhecer e a verde e roxa da aurora boreal vista do horizonte.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Stephen Hawking vai participar de episódio da série 'Big bang theory'


Stephen Hawking
     Parece que a série continua colecionando convidados especiais que representam o universo da ciência e da ficção científica.
     Depois de contar com as participações dos atores Wil Wheaton, Brent Spiner, George Takei, Katee Sackoff, Summer Glau, do autor de quadrinhos Stan Lee, do astrofísico George Smoot, do físico Dr. Brian Greene, do astronauta Mike Massimino, e do co-fundador da Apple, Steve Wozniak, The Big Bang Theory poderá acrescentar à lista o físico Stephen Hawking.
     Os produtores já o tinham convidado há algum tempo, mas em função de uma enfermidade, ele não pode aceitar. Em novembro de 2011, em entrevista à TV Guide do Canadá, Hawking disse que, se fosse convidado novamente, aceitaria. Assim, os produtores correram novamente atrás de Hawking.
     Segundo a revista, o físico gravou sua participação na última sexta-feira, dia 9 de março. A CBS confirmou que o episódio com Hawking será exibido nos EUA no dia 5 de abril, uma semana após a participação de Leonard Nimoy. Ainda não foram divulgados detalhes sobre sua participação, mas o físico deverá aparecer em uma cena com Sheldon (Jim Parsons).
     Hawking já foi visto em Jornada nas Estrelas: a Nova Geração, como um holograma, e nas animações Os Simpsons e Futurama.

Fonte: Veja

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Tempestade magnética solar chega à Terra e pode afetar comunicações via satélite


O céu nunca esteve tão ameaçador como nestes últimos tempos


Explosão solar
A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (sigla em inglês NOAA) emitiu um alerta no último domingo, 22, sobre uma forte tempestade solar. Ela foi identificada às 14h e depois de uma hora já começava a atingir a Terra. É a tempestade mais forte desde 2005. O Satélite de Observação da Heliosfera Solar (SOHO) também captou a explosão de radiação e contribuiu com informações para a NASA.
Os dados dizem que as partículas altamente energéticas da explosão, conhecidas como ejeções de massa coronal, estão em direção à Terra a cerca de 1.400 quilômetros por segundo. Elas atingiram a atmosfera uma hora depois da explosão e continuarão até quarta-feira, 25.
Mas não há com o que se preocupar, segundo a NASA. Esse fenômeno costuma provocar auroras bureais mais intensas e essa é a única forma que vai atingir a população. Apesar de dos tripulantes da Estação Espacial estarem a salvos, os satélites, as comunicações e aeronaves podem sofrer algum dano, mas nada sério.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Tempo mundial pode mudar em 2012

Segundo bissexto
O tempo, tal como o conhecemos hoje, poderá não ser exatamente o mesmo tempo nos séculos que virão.
Tanto que os cientistas da área estão usando todo o seu tempo durante as festas de fim de ano para discutir uma nova definição da escala de tempo do mundo: o chamado Tempo Universal Coordenado (UTC).
E a principal questão em debate é o segundo bissexto - mais especificamente, a abolição do segundo bissexto.
Tempo tecnológico
Enquanto todo o mundo presta atenção aos anos bissextos, poucos sabem que uma "ajeitada" muito mais frequente no tempo, mas muito mais irregular, é feita constantemente.
Uma mudança que é essencial para manter o bom funcionamento dos sistemas de GPS, das telecomunicações, e até dos arquivos que você transfere pela internet.
O segundo bissexto surgiu no início da atual era tecnológica, em 1972. Ele é adicionado para manter a escala de tempo medida pelos relógios atômicos em fase com a escala de tempo baseada na rotação da Terra.
A razão para isto é que, enquanto os relógios atômicos, que usam as vibrações dos átomos para contar os segundos, são incrivelmente precisos, a Terra não é um cronometrista tão confiável quanto se acreditava - isto graças a uma ligeira oscilação que ela sofre conforme gira sobre seu próprio eixo:
"Desde a década de 1920 já se sabe que o movimento da Terra não é tão constante como tínhamos pensado inicialmente," explica Rory McEvoy, curador de "horologia" do observatório de Greenwich, no Reino Unido.
Essa variação natural da Terra significa que as horas medidas pelos relógios atômicos e as horas baseadas na rotação da Terra ficam cada vez mais defasadas conforme o tempo passa.
Assim, a cada poucos anos, antes que essa diferença cresça mais do que 0,9 segundo, um segundo extra - o chamado segundo bissexto - é adicionado ao tempo oficial, para colocar novamente os dois em sincronia.
"O Serviço Internacional de Rotação da Terra monitora a atividade da Terra, e eles decidem quando é apropriado adicionar um segundo bissexto em nossa escala de tempo," explica McEvoy.
Guerra do segundo
Um dos maiores problemas é que, ao contrário dos anos bissextos, os segundos bissextos não são previsíveis. Eles são erráticos, porque as oscilações da Terra - o chamado balanço de Chandler - não é regular.
Mas a tentativa de se livrar do segundo bissexto está causando um racha dentro da comunidade internacional que estuda o tempo, o que deverá ser decidido pelo voto, durante a Conferência Mundial de Radiocomunicações, da União Internacional das Telecomunicações (UIT), em janeiro de 2012, em Genebra.
Uma pesquisa informal feita pela UIT no início deste ano revelou que três países - Reino Unido, China e Canadá - são fortemente contra a alteração do sistema atual.
No entanto, 13 países, incluindo os Estados Unidos, França, Itália e Alemanha, querem uma nova escala de tempo que não tenha segundos bissextos.
Mas, com quase 200 países membros, a grande maioria deles ainda terá que revelar o que realmente pensa sobre o tempo.
O Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), em Paris, é a organização internacional de padronização que é responsável por manter o tempo do mundo.
A organização acredita que o segundo bissexto deve acabar porque esses ajustes estão se tornando cada vez mais problemáticos para sistemas que precisam de uma referência estável e contínua de tempo.
"Ele está afetando as telecomunicações, é problemático para a transferência de dados pela internet (como o Network Time Protocol, ou NTP), bem como dos serviços financeiros," diz o Dr. Arias Felicitas, diretor do BIPM.
"Outra aplicação que está sendo realmente muito, muito afetada pelo segundo bissexto, é a sincronização de tempo nos Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS). Os GNSS exigem uma sincronização de tempo perfeita - e segundos bissextos são um incômodo," completa Felicitas.
Tempos divergentes
Mas desacoplar o tempo civil da rotação da Terra também pode ter consequências a longo prazo.
"[Se você eliminar os segundos bissextos] o UTC irá se afastar continuamente do tempo baseado na rotação da Terra, fazendo-os gradualmente divergirem por uma quantidade crescente de tempo. Algo terá que ser feito para corrigir essa divergência cada vez maior," explica Peter Whibberley, cientista do Laboratório Nacional de Física do Reino Unido.
Em algumas décadas, isso equivaleria a um minuto de diferença. E, ao longo de centenas de anos, isso significaria uma diferença de uma hora entre o tempo dos relógios atômicos e a escala de tempo baseada na rotação da Terra.
Em 2004, foi proposta a ideia da troca dos segundos bissextos por um salto de uma hora, a ser feita uma vez a cada alguns poucos séculos.
Uma possível solução, se o segundo bissexto for abolido, seria atrelar essa "hora bissexta" às mudanças no horário de verão.
"Os países poderiam simplesmente acomodar a divergência não adiantando os seus relógios na primavera, apenas uma vez a cada poucos séculos, assim você altera o fuso horário em uma hora para trazer de volta tempo civil em conformidade com a rotação da Terra," propõe o Dr. Whibberley.

Fonte: Site Inovação Tecnológica

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Naves da NASA estudarão a Lua em 2012

As naves GRAIL já estão na órbita lunar para a nova missão espacial
Concepção artística de GRAIL-B realizando sua inserção na órbita lunar
A NASA começou o ano com uma nova missão espacial de exploração: as naves gêmeas GRAIL aumentarão o conhecimento humano sobre a lua e a evolução de nosso planeta.
Enquanto a GRAIL-A chegou ao seu destino no dia 1° de janeiro, a GRAIL-B conseguiu atingir a órbita lunar às 2h43 de hoje, dia 02 de janeiro de 2012. Até março, as duas GRAIL estarão em uma órbita próxima ao pólo, com uma altura de aproximadamente 55 quilômetros em relação à lua.
Durante suas missões científicas, as naves transmitirão sinais de rádio para definir precisamente a distância entre elas, já que orbitarão áreas com gravidades instáveis por causa de montanhas e crateras, e também por massas escondidas abaixo da superfície lunar.
Os cientistas traduzirão estas informações em um mapa de alta definição do campo gravitacional da lua e os dados permitirão que os cientistas compreendam o que existe abaixo da superfície lunar.
Cada nave espacial carregará uma pequena câmera chamada GRAIL MoonKAM (Moon Knowledge Acquired by Middle school students). O programa de MoonKAM é conduzido por Sally Ride, primeira mulher da América a chegar no espaço. Ela conduz o programa de forma colaborativa junto a estudantes da Universidade da Califórnia, em San Diego.
A GRAIL MoonKAM vai agregar escolas secundárias de todo o país nessa missão: milhares de estudantes do quinto ao oitavo ano vão escolher áreas na superfície lunar para estudar. Eles enviarão pedidos de imagens dessas áreas ao centro de operações da missão de MoonKAM do GRAIL, em San Diego. As imagens serão produzidas pelos satélites do GRAIL e enviadas aos estudantes.
Uma competição entre as escolas começou em outubro de 2011 para escolher novos nomes para as naves espaciais. Os escolhidos para substituírem as siglas GRAIL-A e GRAIL-B serão anunciados ainda esse mês. Sally Ride e Maria Zuber, principal exploradora da missão no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Cambridge, vão escolher os melhores nomes.

Fonte: Popular Science Brasil

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Deus, o Universo e Tudo Mais: entrevista com 3 grandes nomes da ciência

"Deus, o Universo e tudo mais" é um colóquio educacional que tenta abarcar a teoria unificada das leis físicas que governam o Universo conhecido. São discutidos em detalhes os tópicos sobre o Big Bang,   a expansão do Universo, buracos negros, vida extraterreste e as origens da criatividade. Esta entrevista (1988), apresentada por Magnus Magnusson, conta com participação dos convidados ilustres:
Stephen Hawking: físico teórico britânico que dedicou sua vida a estudar as leis do espaço e do tempo descritas pela Teoria da Relatividade de Einstein.
Carl Sagan: foi astronomo grande divulgador da ciência, envolvido no programa espacial americano e em ciência planetária.
Arthur C. Clarke: escritor britânico, famoso pelo clássico de ficção científica "2001: Uma Odisseia no Espaço".
Assista a versão traduzida para português AQUI

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Feixe de raio-x superpoderoso irá sondar o centro da Terra

É mais fácil chegar em Marte do que no interior do nosso planeta. Todo o nosso conhecimento sobre terremotos, campo magnético e outras coisas que acontecem no interior da Terra ainda é pouco compreendido. Para estudar como os metais interagem em pressões altíssimas, os cientistas espremem e aquecem pequenas partículas em laboratório – mas esta é uma ciência inexata e difícil de fazer. Uma nova instalação de feixes de raio X, na Europa, pode lançar alguma luz sobre o que está acontecendo no centro da Terra.
O ID24 dispara um feixe de raios X intensos numa amostra e observa como os átomos dos diferentes elementos dentro da amostra absorvem os raios. É uma investigação e um monitoramento de suas próprias experiências. Ele possui um conjunto de detectores de germânio que pode realizar um milhão medições por segundo. É possível pegar uma pequena amostra de ferro, colocá-la na linha de luz com calor de 10.000 graus e ver o que acontece. Isso pode ajudar a entender como se comporta o ferro a 2.400 Km abaixo da superfície da Terra, além dos pontos de fusão de outros metais presentes no manto e no núcleo. Isso pode dar pistas sobre coisas como o dínamo da Terra, que cria seu próprio campo magnético.
O feixe ID24 é o primeiro de oito novas linhas de luz no ESRF, parte de um investimento de 245 milhões de dólares (180 milhões de euros).

Fonte: Popular Science Brasil

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Carl Sagan Day

      Olá doidinhos. Desculpem a demora para postar aqui. Semaninha foi muito corrida, cheio deo provas e trabalhos de faculdade para entregar. Por issso que este post está saindo com 1 dia de atraso. 

      No dia 09 de novembro foi celebrado em honra a Carl Sagan. Ele foi professor de Astronomia e Ciência Espacial e Diretor do Laboratório de Estudos Planetários da Universidade de Cornell, e mais conhecido do público leigo como um autor vencedor do Prêmio Pulitzer e criador do programa COSMOS lançado na década de 1980. este foi um dos primeiros exemplos em mídia sobre divulgação científica para as massas.
      Diz-se sobre Sagan que nenhum outro cientista foi capaz de alcançar e ensinar tantos não-cientistas de tal forma significativa, e é este o motivo da celebração. É uma forma singela de celebrar-se seu trabalho.
     Para acopanhar as atividades da celebração e os eventos consequentes a ele, visite a página do CARL SAGAN DAY.  Também, convido a escutar o programa sobre Carl Sagan no Fronteiras da Ciência na Rádio da UFRGS. 

Fonte: Blog Prof. Magnus Machado

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Asteroide passará muito perto da Terra

No dia 8 de novembro, o asteroide 2005 YU55 passará um pouco mais perto do nosso planeta do que a órbita da Lua. Os cientistas estão animados com a oportunidade científica de fotografar e digitalizar imagens do objeto, de 400 metros de largura, com instrumentos da Terra.
O rastreamento começará no dia 4 de novembro às 14h30 (horário de verão brasileiro), usando a rede de antenas da agência Deep Space, em Goldstone, Califórnia (EUA), e terá duração de duas horas. O asteroide continuará a ser rastreado por pelo menos quatro horas por dia a partir de 6 de novembro até 10 de novembro. Os cientistas da NASA esperam obter imagens refinadas com 2 metros por pixel. Isso deve revelar uma riqueza de detalhes sobre as características de superfície, forma, dimensões e outras propriedades físicas da rocha.
A trajetória do 2005 YU55 terá maior aproximação da Terra no dia 8, às 18h28 (no Brasil), e não chegará mais perto do que 324.600 km, ou 0,85 da distância da Lua à Terra. A influência gravitacional do asteroide não terá nenhum efeito detectável em nosso planeta, incluindo as marés ou placas tectônicas.
A última vez que uma rocha espacial tão grande chegou tão perto foi em 1976. Um asteroide desse tamanho que passará perto daqui será só em 2028.
Veja a animação da NASA:

terça-feira, 4 de outubro de 2011

E agora Einstein?

Muito, muito rápido


     Cientistas do CERN (Centro Europeu de Investigação Nuclear) fizeram testes com feixes de neutrinos – que são capazes de passar através de qualquer coisa, porque não interagem com a matéria comum – enviando eles da Suíça, através da crosta terrestre, para o centro de pesquisa Gran Sasso na Itália a 730 km de distância. Chamado de experimento OPERA, os testes foram feitos para medir a frequência de oscilações.
     O experimento OPERA, está localizado a 1.400 metros de profundidade, foi construido principalmente para detectar o aparecimento de neutrinos do tau a partir de um feixe de neutrinos do múon, num fenômeno físico conhecido como "oscilação de neutrinos". Este fenômeno permite um tipo de neutrino "transformar-se" em outro tipo diferente de neutrino quando viaja a longas distâncias. Para fazer isso, eles precisam correlacionar o aparecimento de neutrinos do tau em seus detectores com a chegada de neutrinos do múon  enviados do CERN.  Verificações cuidadosas dos tempos de chegada dos neutrinos de múon em  Gran Sasso é uma operação corriqueira e necessária no experimento OPERA.      Foi quando os cientistas perceberam que os neutrinos estavam chegando na Itália com alguns bilionésimos de segundos (20 partes por milhão) mais rápido do que a velocidade da luz, equivalente a 300 mil km/s, mesmo sabendo que neutrinos deveriam viajar com velocidades ligeiramente abaixo da velocidade da luz (eles têm massa pequena mas não nula). O feito foi realizado 15 mil vezes para ser confirmado estatisticamente.

     A ideia de que nada pode viajar mais rapidamente do que a luz é um pilar da teoria da relatividade especial, formulada por Einstein. E esta teoria está na base de toda a física moderna. Isto pode apontar para uma "nova física" - desde que os outros pesquisadores não encontrem erros no experimento e nas análises."Nós tentamos por todos os meios descobrir um erro - erros triviais, erros mais complicados, efeitos impensáveis - mas não conseguimos encontrar nenhum," disse Antonio Ereditato, da Universidade de Berna, na Suiça.
      O físico italiano Antonino Zichichi, falando à revista Nature, levantou a hipótese de que - se os resultados se confirmarem e a física como a conhecemos estiver mesmo desmoronando - então os neutrinos superluminais podem estar pegando atalhos por dimensões extras do espaço, algo que é previsto pela Teoria das Cordas. Mas tanto Ereditato quanto o CERN são bem mais comedidos:"As medições do OPERA estão em desacordo com leis da natureza bem estabelecidas, embora a ciência muitas vezes progrida derrubando os paradigmas estabelecidos," diz a nota do CERN.
     A confirmação deste achado experimental (cross-checks independentes estão sendo feitos nos próximos meses) colocariam em cheque-mate a Teoria da Relatividade de Einstein e teria importante consequências no formalismo geral das Teoria Quânticas de Campos (TQCs). Aguardemos os desdobramentos....  

Fontes: Inovação Tecnológica, Popular Science Brasil, Blog Prof. Magno Machado (Com alterações)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Um planeta, dois sóis

Não é só no cinema! A sonda Kepler está trabalhando bastante. Após descobrir um planeta que não é visível da Terra – o Kepler 19b- a sonda espacial descobriu um outro planeta com dois sóis. A descoberta é inédita, já que dessa vez a Nasa conseguiu captar imagens. Antes eles sabiam da existência desse fenônemo apenas por resultado de cálculos astronômicos.



O planeta foi batizado de Kepler 16b, fica à 200 anos-luz (dois quadrilhões de quilômetros)  da Terra, tem massa e tamanho parecido com o de Saturno e uma órbita de 229 dias. É um planeta gasoso, muito gelado e não há possibilidade de ser habitável por não existir água em estado líquido.

 A ideia de um planeta com dois sóis sooa familiar para você? No filme Stars Wars, Luke Skywalker já era contemplado com dois pores do sol no planeta Tatooine, lembra?


Fonte: Popular Science Brasil

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Cientistas anunciam descoberta de planeta com possibilidade de abrigar vida

     Cientistas do Observatório Europeu do Sul (European Southern Observatory - ESO) anunciaram a descoberta de um novo planeta que poderia abrigar vida. Batizado como HD 85512 b, estaria localizado a 36 milhões de anos-luz da Terra, tendo uma massa 3,6 vezes maior do que o nosso planeta. A publicação do ESO informa que o planeta está situado em uma "zona habitável".  A constatação é baseada no fato de ele estar em torno de uma estrela semelhante ao Sol, da constelação de Vela.
     Segundo os cientistas, se as condições forem adequadas, o HD 85512 b pode ter água sob a forma líquida. Este é o planeta de menor massa descoberto pelo método das velocidades radiais que se encontra potencialmente na zona de habitabilidade da sua estrela — explicou a especialista Lisa Kaltenegger, do Instituto Max Planck e Harvard Smithsonian Center for Astrophysics.
     O novo planeta é um dos 50 recentemente descobertos pelo ESO usando o potente telescópio Harps. Desses, 16 foram classificados como "Super-Terras", que é como se chamam os planetas com massas entre uma e dez vezes a da Terra, mas não tão grandes a ponto de se tornarem inabitáveis.
     Os cientistas acreditam que estão mais perto de encontrar planetas parecidos com a Terra próximos a estrelas do tipo "Sol". Entre 10 e 20 anos deveremos ter uma primeira lista de planetas potencialmente habitáveis — explicou o líder do estudo, Michel Mayor, da Universidade de Genebra.
     As novas descobertas foram anunciadas em um congresso científico internacional sobre Sistemas Solares Extremos, que juntou 350 especialistas no Wyoming, Estados Unidos e serão publicadas na revista científica especializada Astronomy & Astrophysics.

Fonte: Clic RBS

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Satélite da Nasa flagra buraco negro engolindo estrela



     Um buraco negro dentro de uma galáxia a 3,9 bilhões de anos-luz de distância da Terra foi "flagrado" por um telescópio da Nasa ao engolir uma estrela que se aproximou demais. Dois estudos sobre o fenômenro foram publicados na edição desta semana da revista "Nature".
     O "acidente" cósmico tem causado o envio de raios X à Terra desde março de 2011. A galáxia está localizada na direção da constelação do Dragão. Os gases da estrela acabam sendo "engolidos" e ficam girando na região do buraco negro. Um feixe de partículas é formado no local e um dos lados do feixe está virado em direção da Terra, permitindo que o satélite Swift detecte o fenômeno.
Segundo os astrônomos, os centros da maioria das galáxias possuem buracos negros gigantes - com milhões de vezes a massa do Sol. No caso da Via Láctea, o buraco negro tem uma massa igual a de 4 milhões de sóis. Os dados do Swift mostram que o buraco negro pesquisado é duas vezes maior do que o da nossa galáxia.



Fonte: G1