quarta-feira, 27 de março de 2013

Aurora Polar

     Tempestades solares não são eventos especialmente bonitos (geralmente são até perigosos), mas podem dar origem a um belo fenômeno conhecido como Aurora Polar. Em momentos de tempestades solares a Terra é atingida por uma grande quantidade de ventos solares. A aurora polar (boreal e austral) é causada por elétrons com energia de 1 a 15 keV (quilo elétron-Voltz), também prótons e partículas alfa. A luz é produzida quando eles colidem com os átomos da atmosfera do planeta, predominantemente oxigênio e nitrogênio, em altitudes de 80 km a 150 km. Cada colisão emite parte da energia da partícula para o átomo que é atingido, arrancando os elétrons do átomo atingido, que atingirão outros átomos iniciando uma reação em cadeia. Nesse choque de partículas ocorre uma excitação, levando os átomos a estados instáveis sendo que estes emitem luz em frequência específica quando se estabilizam.
     O nome aurora boreal foi dado pelo astrônomo italiano Galileu Galilei em homenagem à deusa romana Aurora (amanhecer) e seu filho Boreas. No hemisfério sul recebe o nome de aurora austral. O fenômeno não é exclusivo da Terra, sendo observável em outros planetas como Jupiter, Saturno, Marte e Vênus.
     Em 17 de março de 2013 o fotógrafo Göran Strand registou por cerca de 4 horas o fenômeno, momento a momento, registrando no vídeo abaixo as 2.464 fotos tiradas. A sequência está em formato circular porque as fotos são panorâmicas, e se conectam para cobrir boa parte da aurora.


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