quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Monstros da Física: 10 RHIC

Para melhorar nossa visão de um universo tão vasto e complexo, os cientistas estão criando ferramentas cada vez mais ambiciosas. O trabalho não é fácil. A verdadeira ciência de grandes proporções exige décadas de comprometimentos caros de diversos países. Mas os resultados são quase tão inspiradores quantos os novos mundos que essas naçoes nos ajudaram a descobrir. Segue uma lista das dez invenções mais épicas de todos os tempos (cada post será sobra uma invenção).


10 - Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC)

Começando a lista pelo final, em décimo lugar está o RHIC(Relativistic Heavy Ion Collider). Quando íons de ouro se aceleram dentro do RHIC, em Long Island - NY, e colidem entre si, essas colisões podem produzir temperaturas de mais de 4x10¹² (4 trilhões) graus Celsius - tão quente que prótons e nêutrons derretem. Conforme essas partículas se desintegram, quarks e glúos, que estavam comprimidos, interagem livremente para formar um novo estado de matéria chamado quark-glúons. Com o resfriamento do material após o fim da colisão, os prótons e os nêutrons se modificam, produzindo 4.000 partículas subatômicas no processo. Utilizando o RHIC, os cientistas tentam recriar as condições existentes no primeiro milionésimo de segundo após o Big-Bang.

Para melhor entender como a matéria se desenvolveu em nosso universo, físicos no RHIC enviam átomos de ouro através de vários aceleradores, removendo seus elétrons para que se tornem íons carregados positivamente. Esses íons são lançados em dois tubos circulares e se aceleram até 99,9% da velocidade da luz antes de colidirem. Examinando os restos dessas colisões, os cientistas descobriram que partículas nesse estágio pós-Big Bang se comportam mais como um líquido em vez do gás previsto.

Atualmente, os cientistas do RHIC desenvolvem dispositivos para acelerar prótons e, mais precisamente, guiá-los para irradiar e mata tumores cancerígenos em humanos. Os engenheiros também usaram o feixe deíons pesados para perfurar buracos minúsculos em chapas de plástico, criando filtros que podem separar substâncias de nível molecular. No final  das contas, devemos ver dispositivos de armazenamento de energia mais eficientes baseados na tecnologia de eletroímãs supercondutores usada no RHIC.

Orçamento anual: US$ 160.000.000
Custo de construção: US$ 671.000.000
Funcionários: 700
Tamanho físico: 4 Km de circunferência








Fonte: Popular Science Brasil

Nenhum comentário:

Postar um comentário